No final da 3ª temporada, vimos que Mike Ross (Patrick J. Adams) acaba sentindo-se frustrado ao descobrir que nunca poderia crescer na carreira de advogado devido a sua condição. Ao receber uma proposta de emprego de um banqueiro, Mike vê ali uma oportunidade de se destacar e conseguir fazer o seu nome no mercado, sem ter nada a temer. Mike então decide assumir o emprego e deixar a Pearson Specter.

Mike, que sempre se importou com as pessoas, enfrentará alguns problemas no novo emprego, já que banqueiros visam apenas lucros; seu novo chefe, Jonathan Sidwell (Brandon Firla) deixa isso bem claro no primeiro episódio da temporada. A relação de Mike e Harvey (Gabriel Macht) não acaba, já que Mike é representante de um dos clientes de Harvey.

Tudo começa a mudar quando Logan Sanders (Brendan Hines), outro cliente de Harvey, se propõe a fazer uma aquisição hostil da Gillis Industries, a mesma empresa em que Mike está trabalhando em algumas operações, o que gera um conflito de interesses para Harvey. Os negócios acabam colocando Mike e Harvey em lados opostos. Como se isso não bastasse, Rachel (Meghan Markle) já teve um caso com Logan, o que aumenta a tensão na disputa entre Mike e Logan. E tem mais: Rachel, que agora é uma associada de Harvey, atua diretamente no caso de Logan.

Jessica (Gina Torres) decide contratar seu namorado Jeff Malone (DB Woodside) para o escritório. Jeff era funcionário da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e decide largar seu cargo público depois de descobrir que Eric Woodall começaria a trabalhar CVN e seria seu chefe. Para quem não se lembra, Woodall perdeu o seu cargo de procurador após Harvey processá-lo. Como Jeff sabia que Woodall o mandaria atrás dos clientes da Pearson Specter, ele decide pedir um emprego para Jessica e Harvey.

A chegada de Malone ao escritório acaba fazendo com que Louis (Rick Hoffman) se sinta ameaçado. A saída de Jeff não impede que a CVN de investigar Harvey. Sean Cahill (Neal McDonough), amigo de Woodall, decide ir atrás da Pearson Specter e acusa Harvey de estar em conluio com Mike.

Como se tudo isso não bastasse, Louis decide ajudar a pôr um fim em toda essa questão, iniciando uma negociação com Charles Forstman (Eric Roberts), um milionário com péssima fama no mundo corporativo. A ação de Louis, ao invés de produzir resultado positivo, acaba criando um problema ainda maior, colocando a firma e a sua carreira em perigo. Louis, no entanto, consegue encontrar uma forma de dar a volta por cima e ainda conseguir algumas coisas do seu interesse.


Considerações finais
Em relação as temporadas anteriores, a quarta temporada de Suits tem uma intensidade maior na sua narrativa, graças a acontecimentos que vão se complicando, deixando rastros e consequências. A disputa entre Mike e Harvey a princípio é interessante, mas se arrasta por vários episódios e acaba tornando-se um pouco cansativa. A adição do personagem Jeff Malone foi bem-feita, oportunidade em que explorou-se mais detalhes da vida pessoal de Jessica. Falando em vida pessoal, essa temporada explora bem os laços existentes entre os membros da firma.

Louis, que já vinha se destacando nas temporadas anteriores, consegue o seu ápice nessa temporada. Mas se prepare, as suas percepções sobre o personagem serão alteradas radicalmente do décimo para o décimo primeiro episódio. Mais uma vez Suits aposta em flashbacks, algo que se torna extremamente interessante e enriquecedor para toda a narrativa. Por fim, Donna (Sarah Rafferty), que tem uma importante participação na série, mais uma vez vive uma situação delicada, o que afeta profundamente Harvey.

Nota
★★★★☆ - 4