Atenção! O texto a seguir contém spoilers da terceira temporada de How to Get Away with Murder.

Sentindo-se culpada por não ter conseguido proteger Wes (Alfie Enoch), Annalise Keating (Viola Davis) acredita que o melhor a se fazer é romper as relações com os alunos Michaela (Aja Naomi King), Asher (Matt McGorry), Laurel (Karla Souza) e Connor (Jack Falahee), que até então estavam trabalhando junto com ela. Tomando essa decisão, Keating permitiria que cada um seguisse em frente, da forma que melhor entendesse. A atitude da advogada e ex-professora revoltou seus alunos, apesar da grande maioria ter gostado do fato de que não precisariam mais lidar com interferências em suas vidas.

Quem realmente sofre é Bonnie (Liza Weil), que no meio desse processo fica sem emprego. Apesar da relação conturbada que ela tinha com Annalise, ao longo da temporada percebemos o quanto a advogada era importante para Bonnie. Agora, os alunos e Bonnie precisam encontrar novos empregos. Laurel, Michaela, Asher e Connor participam de um evento na esperança de conseguirem vagas de estágio em grandes escritórios da cidade, ao passo que Bonnie chantageia Denver (Benito Martinez) para ganhar um cargo na Promotoria de Justiça, estratégia que acaba funcionando. No seu novo emprego, Bonnie toma atitudes que afetam diretamente Annalise.

Após receber uma visita de seu pai, Laurel começa a desconfiar que ele está envolvido, de alguma forma, na morte de Wes. Embora tenha pensado em realizar um aborto, Laurel muda de ideia e decide ter o bebê, mas esconde o fato de toda a sua família. Ela está determinada a encontrar provas que possam incriminar seu pai, enquanto ele realiza operações no mundo dos negócios para se tornar ainda mais rico. Para isso, Oliver (Conrad Ricamora) e Michaela terão uma grande importância nessa "operação", já que a dupla está trabalhando na Caplan & Gold, escritório de advocacia que representa o pai de Laurel.

Falida, com a casa destruída e sem local para morar e trabalhar, Annalise retoma sua vida profissional após ter recuperado sua licença. Seu primeiro caso é uma tentativa de reverter a condenação de sua ex-colega de cela, que lhe deu apoio no período em que esteve presa. Conseguindo uma vitória no tribunal, Annalise vai até a Defensoria Pública para participar de um programa em que os advogados particulares ajudam os defensores, devido o excesso de trabalho. Com isso, ela assume o caso de um preso que havia sido condenado pelo assassinato de sua noiva. Como o detento havia escrito um recurso de apelação, ele passaria por um novo julgamento.

Enquanto cuida desse caso, Annalise recebe uma prova crucial que é capaz de mudar todo o rumo do julgamento, prova esta que já existia há doze anos, quando seu cliente foi julgado pela primeira vez. A advogada consegue provar que a sobrecarga de trabalho da Defensoria Pública impediu que seu cliente tivesse uma defesa justa, levando-o a ser preso por um crime que não cometeu. Tal fato desperta em Annalise o desejo de propor uma ação coletiva contra o governador do Estado e o sistema de justiça, em razão da Defensoria não estar proporcionando aos seus assistidos o direito constitucional a um julgamento justo. Para colocar a sua ideia em prática, ela precisa conseguir o número específico de clientes para poder propor a ação.

Depois de uma ordem vinda do tribunal, Annalise começa a fazer terapia com um especialista em dependentes químicos. Acontece que o Dr. Isaac Roa (Jimmy Smits) também possui seus problemas e Annalise acaba deixando a vida pessoal do seu médico ainda mais instável. Já ela própria responde bem às sessões de terapia, tornando-se uma pessoa mais equilibrada.

Os flashforwards desta temporada nos levam a acontecimentos ocorridos três meses após a "separação" de Keating e seus alunos. Desta vez, dois fatos inusitados acontecem no mesmo dia: alguém é baleado na Caplan & Gold e sangue é encontrado no elevador do hotel em que Annalise está morando. A advogada e seus ex-alunos estão envolvidos nos dois eventos, enquanto do outro lado encontram-se Bonnie e Nate (Billy Brown), ambos trabalhando para o escritório da promotoria.


Considerações finais
Desde a sua primeira temporada, How to Get Away with Murder adotou uma forma de contar sua história e vem repetindo esse mesmo método ao longo de todas as temporadas. Na medida do possível, a produção criada por Peter Nowalk vem tentando mudar o sistema de flashforwards, apresentando, desta vez, dois eventos que aconteceram na mesma data, estando o segundo diretamente relacionado com o primeiro.

A busca por tentar descobrir quem matou Wes e o drama familiar enfrentado por Laurel se arrastam por praticamente toda a temporada. Depois que Laurel, Michaela, Asher e Connor culparam Annalise pelas várias coisas ruins que aconteceram ao redor deles (evento retratado na temporada anterior), quando as coisas saem do controle os estudantes vão pedir ajuda justamente para a advogada. Parece que o problema não era exatamente a professora... A luta de Annalise por se tornar uma pessoa melhor e ajudar os mais pobres e injustiçados é muito boa e rende ótimos momentos nos tribunais. Para finalizar, posso deixar de mencionar o ótimo crossover com Scandal, fato retratado no décimo terceiro episódio.

Nota
★★★★☆ - 4 - Ótimo


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