Depois que Robert Zane (Wendell Pierce) perdeu sua licença ao assumir a culpa pela quebra de privilégio no caso envolvendo Harvey (Gabriel Macht) e Donna (Sarah Rafferty), os membros da Zane Specter Litt Wheeler Williams precisam lidar com a saída de Robert do escritório de advocacia. Harvey e Samantha (Katherine Heigl) começam uma batalha para impedir que os clientes de Robert abandonem a firma, mas as ofertas feitas por Eric Kaldor (Jeffrey Nordling) acabam sendo um grande problema para eles.

Mesmo fora da firma, a permanência do nome de Zane na parede não repercute bem no meio jurídico. Como sócio sênior, Louis (Rick Hoffman) tem que lidar com essa situação que está, até mesmo, afastando o interesse dos estudantes de Direito pelo escritório de advocacia. No meio de toda esta turbulência, Alex (Dulé Hill) é procurado informalmente por um membro da Ordem dos Advogados de Nova York que sugere e sugere que a entidade tem o poder de substituir Louis por Alex caso o nome de Robert permaneça no escritório. Depois de uma breve pesquisa, eles chegam à conclusão que a Ordem não poderia tomar tal atitude.

A forma mais fácil de resolver todo esse problema seria retirar o nome de Zane escritório, mas Harvey, Donna e Samantha são totalmente contra tal ação. Isso acaba desencadeando em uma interferência direta da Ordem dos Advogados no escritório: no final do primeiro episódio, quando estava deixando o serviço, Louis é surpreendido por Faye Richardson (Denise Crosby), uma representante da Ordem. Faye entrega a Louis uma ordem judicial que lhe dá todo controle da firma, sob a provisão especial da Ordem dos Advogados e, caso Louis se recusasse a assinar o documento, a entidade suspenderia a licença de todos os sócios do escritório pelo prazo de seis meses.

A presença de Faye no escritório muda toda a dinâmica de trabalho dos sócios nominais e de Donna, COO da firma. Faye assume o controle total do escritório, o que inclui a aprovação de novos casos, e sua missão é restabelecer a credibilidade da firma. Ela também passa a interferir diretamente nas escolhas feitas pelos sócios e alerta que qualquer um que passar dos limites sofrerá com as consequências. A primeira vítima de Faye é Samantha, que fica impedida de usar os recursos do escritório em um caso pro bono. Quando Faye pega Louis em um dos seus momentos de descontrole com Benjamin (David Reale), ela retira do advogado o cargo de sócio-gerente, que agora também será exercido por ela.

No meio de todo esse turbilhão, Harvey e Donna desenvolvem o seu relacionamento amoroso. Pensando que estava no fundo do poço após ser rebaixado no escritório, Louis recebe uma proposta para se tornar juiz, o que lhe faz refletir bastante sobre tudo o que está acontecendo. O lado mais pessoal de Samantha também é abordado, mostrando seus problemas familiares ao longo da vida. No fim das contas, Suits é sobre família: todos os que fazem parte do escritório acabaram criando um vínculo muito grande uns com os outros. Agora que tudo isto está sendo ameaçada pela representante da Ordem dos Advogados (que mais parece estar lá para destruir a firma, e não recuperá-la), todos precisam, unir forças para evitar que o pior aconteça. Faye é uma mulher esperta e não será fácil se livrar dela.

O lado mais cômico da temporada fica com Louis. O personagem de Rick Hoffman consegue arrancar boas risadas do telespectador em seus momentos mais descontraídos. No sétimo episódio, temos alguma das cenas mais engraçadas do personagem ao longo de toda a sua história na série. Não vou tecer maiores comentários, mas as cenas em questão envolvem o Harvey. Falando no Harvey, é incrível ver o nível que a amizade dele com o Louis atingiu.

A nona temporada também é marcada pelo retorno de vários personagens que participaram da série nos anos anteriores. O grande destaque, sem dúvidas, é Mike Ross (Patrick J. Adams), que fez parte do elenco regular por sete temporadas. Além dele, Thomas Kessler (Sasha Roiz), professor Gerard (Stephen Macht), Craig Cameron (Brian Hallisay), Susan (Alison Louder), Harold (Max Topplin), Sean Cahill (Neal McDonough) e algumas pedras no sapato, como Andrew Malik (Usman Ally) e Charles Forstman (Eric Roberts) também fazem participações ao longo dos dez episódios.


Considerações finais
Sempre que uma série vai chegar ao fim, diversos são os sentimentos que seus expectadores sentem. O consenso, no entanto, sempre é o mesmo: a expectativa para que haja um bom desfecho, afinal, não são raros os casos de séries que apresentam finais decepcionantes. Depois de sofrer com o desgaste de sua fórmula em suas duas últimas temporadas, Suits conseguiu reencontrar seu caminho na sua temporada de despedida e entregou aquilo que o seu público esperava.

A escolha de fazer uma temporada menor do que o convencional foi uma decisão acertada, garantindo um maior dinamismo para o drama jurídico da USA Network. Tendo como plano central o desafio enfrentado pelos sócios com a presença de Faye no escritório, Aaron Korsh, criador da série, também separou espaço para que uma abordagem mais pessoal dos seus principais personagens fosse feita. Com o destino dos protagonistas sendo resolvido, Suits praticamente presta um tributo a todos aqueles que acompanharam a atração ao longo de seus nove anos em seu encerramento.

Nota
★★★★☆ - 4


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