O primeiro filme do Exterminador do Futuro chegou aos cinemas em 1985. Com um orçamento de US$ 6,4 milhões, o filme faturou US$ 78,3 milhões. Na maioria dos casos, uma sequência já começaria a ser planejada logo após esse sucesso, mas James Cameron, criador da franquia, só resolveu fazer um segundo filme anos depois, no momento em que achou que seria possível fazer efeitos especiais de qualidade.

Foi então que, em 1991, chegou aos cinemas O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final, longa que teve um orçamento de 100 milhões de dólares e faturou 523,7 milhões de dólares. Até os dias de hoje, muitos dizem que o segundo filme dessa aclamada franquia ainda se mantém atual. Hoje separamos alguns pontos que dão forças a essa afirmação.

História
A História de O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final ainda segue a ideia do primeiro filme, no qual um exterminador é enviado do futuro para impedir que John Connor se torne o líder da resistência contra a Skynet, ao mesmo tempo que a resistência consegue enviar alguém para o passado na tentativa de evitar que o exterminador elimine John. A diferença é que John já é nascido neste segundo filme. A missão então não é matar sua mãe, Sarah Connor, e sim o próprio futuro líder da resistência, que aqui é uma criança.

Outro elemento marcante é que agora a resistência conseguiu enviar um exterminador reprogramado para proteger John, o que não deixa os mocinhos em uma desvantagem tão grande assim. O interessante da trama é nós vermos as consequências dos acontecimentos do primeiro Exterminador. Sarah está presa em um manicômio e se tornou uma mulher completamente paranoica, o que é compreensível, já que ela é a pessoa que sabe que, em breve, boa parte da humanidade será exterminada. Também é interessante ver que a Skynet está sendo criada a partir do que sobrou do exterminador morto no final do primeiro filme, nos mostrando que talvez o futuro não possa ser evitado.

Ação
Um elemento muito forte no segundo Exterminador do Futuro é a ação. Enquanto o primeiro filme teve um pequeno orçamento, o segundo chegou à marca dos US$ 100 milhões - então, obviamente, a ação aqui é bem mais desenvolvida, sendo tudo mais claro e visível. Todas as cenas de perseguição são extremamente marcantes e alguns efeitos nem parecem terem vindos dos anos 90.

O que também ajuda o filme a ter cenas de ação ainda melhores é a presença de dois Exterminadores de lados diferentes no filme, são duas máquinas de matar duelando. Um deles é um Exterminador de modelo muito avançado que tem habilidades de metal liquido, possibilitando que que ele faça coisas que geram grandes momentos no filme (além de quase ser imortal), enquanto o outro é um Exterminador mais básico, porém com uma força e resistência absurdas.

Evolução
Uma das melhores formas de descrever este segundo filme é usando a palavra evolução. Aqui absolutamente tudo evoluiu, tanto na parte técnica quanto dentro do filme. Sarah Connor é uma personagem muito melhor e menos indefesa: agora ela é uma mulher forte (o que, por sinal, combina muito com os dias de hoje, onde vemos os movimentos de representatividade das mulheres ficando cada vez mais fortes). Diferente de muitos filmes que forçam a presença de mulheres muito fortes, aqui tudo é muito natural e crível. Arnold Schwarzenegger volta como o exterminador modelo T-800, mas aqui ele é um mocinho. No geral, podemos ver uma atuação bem melhor em relação a do primeiro filme.

Clima
A ideia original de James Cameron para o primeiro filme do Exterminador era que o vilão seria um personagem mais furtivo, que tentaria passar despercebido em meio as pessoas. A ideia acabou mudando e o gigante Arnold Schwarzenegger acabou dando vida ao Exterminador, fazendo um personagem que sai destruindo tudo à sua frente. Neste segundo filme, a ideia de personagem furtivo foi enfim executada e o Exterminador vilão aparenta ser um cara completamente normal. Por boa parte do filme ele parece ser o herói da história, até que em uma cena vemos que na verdade o personagem que se mostrava ser o protetor de John era na verdade quem estava ali para mata-lo, enquanto T-800, que no passado era o vilão, agora estava ali para protege-lo. Mesmo que este segundo filme tenha um grande foco na ação, ainda temos boas cenas de suspense.

Efeitos
Os efeitos especiais deste filme foram uma das maiores evoluções em relação ao primeiro. Graças ao gigante orçamento, O Exterminador do Futuro 2, apresentou efeitos bem melhores e que não envelheceram tão mal quanto os do primeiro filme. Todas as cenas que exigiram efeitos especiais são extremamente bem-feitas, com destaque para os momentos onde vemos o T-1000 utilizando seus poderes de metal líquido. Chega ser insano pensar que cenas incríveis como a do manicômio e a que vemos o Exterminador na casa dos pais adotivos de John foram feitas há quase 30 anos. Em alguns momentos os efeitos especiais conseguem ser até superiores aos filmes da franquia que foram lançados posteriormente.