O Project Scarlett, codinome da próxima geração do Xbox, não terá foco em realidade virtual (VR). Quem garantiu isso foi Phil Spencer, chefe da divisão Xbox. A afirmação do executivo foi dada  em  uma entrevista ao site Stevivor, durante o  X019.

"Tenho alguns problemas com a realidade virtual. É isoladora e penso nos jogos como uma experiência comunal, de união. Estamos respondendo ao que os nossos clientes pedem e ninguém está pedindo VR", disse Spencer. "A grande maioria dos nossos clientes sabem que se quiserem uma experiência VR, existem locais onde pode obtê-las. Vemos o volume delas no PC e noutros locais".

De acordo com o Stevivor, o executivo ainda mencionou que "ninguém está vendendo milhões" de unidades de VR. A declaração de Phil Spencer acabou repercutindo. Menos de doze horas depois da divulgação da entrevista, sem fazer nenhuma menção ao chefe do Xbox, Shuhei Yoshida, ex-chefe da SIE (Sony Interactive Entertainment) e atual encarregado das relações com desenvolvedores independentes, postou a seguinte frase no Twitter: "Nós frequentemente trabalhamos duro para criar coisas que nenhum cliente está pedindo".

A Sony, principal corrente da Microsoft, segue uma estratégia diferente: lançado na geração atual de consoles, o PlayStation VR alcançou 4,2 milhões de unidades vendidas. Em termos absolutos, esse número parece grande, mas corresponde a apenas 4% da base instalada do PlayStation 4, console necessário para a utilização do dispositivo de realidade virtual. A empresa japonesa também já garantiu o suporte à tecnologia no PlayStation 5.

O console de nona geração da Microsoft será lançado no final de 2020.