Nesta quarta-feira (12), a Remedy Entertainment anunciou o lançamento de Control Ultimate Edition, edição do que contará com todas as expansões do game. A nova versão do jogo será lançada para PC no dia 27 de agosto, sendo posteriormente disponibilizada no Xbox One e no PlayStation 4 em 10 de setembro.

O lançamento de edições completas de jogos não é novidade na indústria desde que conteúdos adicionais passaram a ser disponibilizados para downloads. A ideia é sempre entregar para os jogadores a versão mais completa do jogo, mas com um valor menor do que a compra do jogo base mais as DLCs.

Para Control, a Remedy trabalhou em duas expansões. A primeira delas, The Foundation, foi disponibilizada no primeiro semestre do ano e adicionou ao game novos conteúdo para a história e missões secundárias, novas armas, dentre outros recursos. A segunda DLC, AWE, será lançada agora em agosto e fará uma ponte entre os universos de Control e Alan Wake: nela, a protagonista Jesse entra em uma investigação para tentar descobrir detalhes sobre o desaparecimento do escritor Alan Wake.

Até agora tudo normal, certo? A polêmica em torno da Ultimate Edition surge quando falamos sobre a presença do game nos consoles de nova geração. Control estará disponível tanto no PlayStation 5 quanto no Xbox Series X no final de 2020, mas nem todos os jogadores poderão desfrutar das melhorias do jogo nas novas máquinas sem ter que pagar nada a mais por isso.

Apenas jogadores que adquirirem Control Ultimate Edition no Xbox One e no PlayStation 4 é que serão beneficiados com uma atualização de melhorias no Xbox Series X e no PlayStation 5. Isso significa dizer que todos aqueles que compraram uma edição do jogo para os consoles da Sony e Microsoft até o presente momento, caso queiram jogar o título nos aparelhos da nova geração, precisarão adquirir novamente o jogo.

A pergunta que fica é por que a Remedy oferecerá uma atualização gratuita apenas para a Ultimate Edition? Qual o motivo de fazer esse tipo de diferenciação entre jogadores de um mesmo jogo? O movimento tomado pelo estúdio finlandês vai totalmente contra a políticas que felizmente vem sendo adotada na indústria de consoles, onde os seus jogos te acompanham de uma geração para a outra.