O Universo Estendido DC (no original, DC Extended Universe) começou em 2013, com O Homem de Aço, mas parece que até agora o projeto da empresa não emplacou completamente. Alguns filmes, como Mulher-Maravilha e Aquaman, até fizeram sucesso, mas muitos outros foram mal recebidos. Cada vez mais, os longas da DC parecem estar se distanciando de um universo compartilhado, indo por um caminho mais independente, o que nos leva a questionar se o DCEU tem algum futuro.

A verdade é que dentre os filmes já lançados, muitos personagens e conceitos interessantíssimos foram apresentados. Seria um grande desperdício simplesmente descartar tudo e recomeçar do zero, e a DC parece saber disso. Os recentes Mulher-Maravilha 1984 e Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa, apesar de terem conexões extremamente sutis com os outros longas, ainda continuam no universo de Homem de Aço.

O problema é que a DC parece não estar se dedicando muito em deixar os seus últimos lançamentos bem conectados e amarrados com as outras produções. Mulher-Maravilha 1984, por exemplo, além de pouco contribuir para o DCEU, ainda cria vários furos de roteiro, contradizendo o que foi apresentado em longas anteriores. Com isso, temos a sensação de que está faltando um planejamento maior para deixar as histórias mais coesas.

Diferente da Marvel, a DC não deixou de lançar filmes que fazem parte de outros universos. Coringa e The Batman, por exemplo, não têm nenhuma conexão com o mundo de Batman vs Superman. Isso não é propriamente algo negativo, já que os roteiristas acabam tendo uma liberdade muito maior para criar as histórias dos filmes, o problema é a companhia focar demais em atrações desse tipo e deixar de lado o mundo que já foi construído nas outras produções.


Com Liga da Justiça de Zack Snyder, veremos os atores, conceitos e o próprio universo estendido da DC sendo utilizados, porém o longa não irá propriamente fazer parte dele, já que é o Liga da Justiça, de 2017, que realmente conta para o mundo compartilhado. O próprio Zack Snyder considera a que a sua versão "é meio que algo separado da continuidade do DCEU". Teremos um filme que, apesar de levar em consideração os eventos das outras produções da DC, não afetará o enredo dos futuros longas-metragens.

Para o universo DC realmente andar, a parte criativa da companhia precisa estar mais unificada. Os filmes isolados podem existir, mas dentro do universo compartilhado as produções não podem ficar criando vários furos e aproveitando quase nada do que já foi estabelecido. Se for para ignorar os acontecimentos já mostrados, não há justificativa para continuar investindo em um universo compartilhado. 

Precisamos saber quais atores realmente continuarão nos papéis de seus personagens e ter uma divisão mais clara de quais filmes farão ou não parte do universo estendido. É hora da DC se reerguer nos cinemas e realmente construir um mundo com vários heróis. Logo teremos um filme do Flash, que é um personagem com poder de viajar no tempo e alterar a realidade. Se até lá a empresa já tiver um bom planejamento, vários retcons poderão ser feitos para ajustar todo o DCEU de uma forma definitiva.