A 343 Industries vem realizando testes fechados do multiplayer de Halo Infinite há algum tempo. Neles, os jogadores que participam do programa Halo Insider são convidados para testar o game e dar um feedback para os desenvolvedores. Depois de ter participado de três destes testes, deixo registrado aqui as minhas impressões.

Halo Infinite é, pelo menos em gameplay, uma óbvia sequência de Halo 5: Guardians. O jogo traz várias das peculiaridades do seu antecessor, mas desta vez de uma forma muito mais coerente com o estilo de jogabilidade que Halo sempre teve. Diferente de Halo 5, Infinite não destoa do resto da franquia: os elementos mais modernos estão empregados no gameplay através de habilidades que são encontradas pelo mapa e de mecânicas um tanto opcionais.

O título pode ser experienciado tanto como um Halo clássico quanto um mais atual. Mecânicas como a de deslizar, mirar ou correr não são muito relevantes, então optar por não as utilizar ou usá-las com pouca frequência não necessariamente lhe renderá um desempenho ruim no multiplayer. Já as habilidades, que estão espalhadas pelo mapa, dão uma vantagem temporária significativa ao jogador que as coleta e esse é justamente o brilho delas. Como não são distribuídas com abundância, isso faz com que os jogadores compitam bastante para coletá-las.

Os visuais também estão remetendo muito aos jogos anteriores da série. Em Infinite, as armas e armaduras voltaram a ter aquele estilo mais militar vistos nos jogos feitos pela Bungie. Os cenários também mudaram bastante e a natureza voltou a marcar forte presença. Até os mapas com estéticas voltadas para a ficção científica estão mais pé no chão, o que distancia ainda mais os visuais de Halo Infinite dos outros jogos da 343 Industries.


Já os gráficos, que em 2020 geraram uma grande polêmica por estarem bem abaixo do esperado, melhoraram consideravelmente. Halo Infinite está muito bonito, tanto nos consoles de nova geração quanto nos seus antecessores. Porém, essa beleza teve um custo: Infinite roda a 30fps no Xbox One, isso sem contar as diversas quedas de frame que acontecem nessa versão. A esperança é que até o lançamento a 343 faça um grande trabalho de otimização, tornando o seu desempenho mais aceitável nos consoles da geração passada.

Apesar desse problema, parece certo dizer que Halo Infinite será o game mais acessível de toda a franquia. No último teste que joguei, o título já disponibilizava dois modos de batalha contra bots, sendo um feito exclusivamente para o jogador testar as armas disponíveis e aprimorar a sua mira. Levando em conta que no multiplayer de Halo não é nada fácil se sair bem, esses modos são perfeitos para ajudar os novatos na franquia – que devem aparecer aos montes, afinal, o multiplayer será gratuito.

Para mim, Halo Infinite provou ser uma digna atualização da franquia em todos os aspectos possíveis. Mesmo com uma jogabilidade renovada e um multiplayer cheio de novidades, o jogo ainda soa como Halo. A 343 Industries realmente parece ter tido êxito em adaptar o modo online da maior saga do Xbox para o modelo dos jogos gratuitos, isso sem sacrificar a sua identidade.

O game realmente precisa ser melhor otimizado, além de necessitar de algumas coisas mais básicas, como o rebalanceamento de certas armas e um melhor sistema de distribuição de XP, mas nada disso parece grave, já que os desenvolvedores ainda tem um bom tempo para corrigir esses detalhes. É claro que nos testes em que joguei nem todos os modos de jogo estavam liberados, então é possível que mais problemas surjam, mas até agora o saldo do multiplayer é completamente positivo.

Halo Infinite será lançado para Xbox One, Xbox Series e Windows no dia 8 de dezembro de 2021.