Que a vida de Annalise Keating (Viola Davis) é cheia de altos e baixos ninguém tem dúvidas. Nessa temporada, a advogada e professora é levada ao limite, envolvendo-se em uma série de acontecimentos que parecem que vão acabar de vez com sua reputação, sua vida profissional e pessoal. É preciso pensar friamente para conseguir contornar todos os problemas e conseguir seguir em frente.

Ao contrário do que eu esperava, a terceira temporada não dá sequência imediata a todos os acontecimentos do segundo ano da série. O caso envolvendo os irmãos Hapstall é apenas citado durante um dos episódios, não havendo grandes desdobramentos com relação a morte de Caleb (Kendrick Sampson). Já o assassinato de Wallace Mahoney (Adam Arkin), enquanto ele conversava com Wes (Alfie Enoch), tem total ligação com os quinze novos episódios desta temporada. Não demora muito para descobrirmos que foi Frank (Charlie Weber) quem efetuou o disparo. A polícia, no entanto, não possui nenhuma pista sobre o autor do crime, razão pela qual Wes torna-se o principal suspeito.

Em setembro, quatro meses depois de todos esses acontecimentos, inicia-se um novo semestre letivo na Universidade de Middleton, com Annalise e seus alunos voltando ao ambiente universitário. Os problemas da professora Keating já começaram no período de férias, quando a nova presidente da universidade lhe comunica que ela não mais lecionaria a matéria de Direito Penal, deslocando-a para a área de pesquisa. Após algumas conversas, Annalise consegue autorização para lecionar em uma matéria de prática jurídica, dando início a uma clínica jurídica, onde ela colocará seus alunos para trabalhar em casos reais pro bono no tribunal. No primeiro dia de aula, a professora Keating se depara com um fato inusitado: alguém espalhou pelo campus da universidade inúmeros panfletos com sua foto acompanhada da palavra "assassina". O fato ganha atenção até mesmo da mídia local, mas a direção da universidade parece não estar muito disposta a investigar e a apoiar Annalise.

Como se tudo isso não bastasse, sua vida amorosa novamente entra em desastre e Annalise ainda perde sua licença para advogar depois que um vídeo seu dando um tapa na cara de um cliente é enviado para o painel disciplinar da Ordem dos Advogados. Para poder exercer novamente a advocacia, Annalise passa enfrentar seu vício em bebidas alcoólicas e começa a comparecer às reuniões dos alcoólatras anônimos. Por fim, mais no fim da temporada, ela é surpreendida com um problema de saúde envolvendo sua mãe.

Annalise contrata Oliver (Conrad Ricamora) para trabalhar com ela, contrariando um pedido feito por Connor (Jack Falahee) à advogada. O hacker, que antes já invadia sistemas para a advogada e sua equipe, passa agora a trabalhar diretamente com eles. Oliver vai, aos poucos, descobrindo os segredos que em que Connor e seus colegas Michaela (Aja Naomi King), Asher (Matt McGorry), Laurel (Karla Souza) e Wes estão envolvidos.

Com Frank desaparecido há meses, Annalise contrata uma pessoa para tentar encontrá-lo, mas as coisas não terminam como ela esperava. Frank comete mais um homicídio para "vingar" os abusos sexuais sofridos por Bonnie (Liza Weil) quando ela ainda era apenas uma criança, fato que acaba estreitando a relação entre os dois. Bonnie também passa a ser a interlocutora para tentar reaproximar Frank de Annalise. Keating, no entanto, agora quer distância total de Frank, em razão em uma sequência de atos por ele praticados ao longo de todos esses anos.

Os flashforwards, um dos pontos mais marcantes de How to Get Away with Murder, desta vez mostram que uma tragédia aconteceu na residência de Annalise. Uma explosão misteriosa acontece na casa da advogada, deixando uma vítima fatal e outra em estado grave. Principal suspeita pelo crime, Annalise é presa. Momentos antes de ser algemada, ela pede para que Oliver apague todo o conteúdo presente em seu smartphone. Estaria a professora Keating envolvida de alguma forma no crime?


Considerações finais
A terceira temporada de How to Get Away with Murder é intensa, mas acaba decepcionando em alguns aspectos. Para aprofundar as histórias dos alunos de Annalise, a série tem grande foco nos relacionamentos amorosos existente entre eles. O casal Asher e Michaela são o grande destaque desse arco, em razão da grande evolução que ambos tem ao longo dos quinze episódios. Com o projeto da clínica jurídica, os casos semanais ganharam bastante destaque na primeira parte da temporada, com disputas interessantes entre os alunos para conseguirem uma posição de destaque. Entretanto, quem realmente brilha mesmo é Annalise, que praticamente carregou a série sozinha.

Diferentemente das duas temporadas anteriores, os flashforward aqui são utilizados de uma forma diferente. Até então, a série revelava a identidade da pessoa morta e focava em descobrir quem era o assassino. Desta vez, a identidade de quem era o personagem morto dentro da casa de Annalise é revelada apenas no nono episódio, ao passo que o autor do crime só tem sua identidade revelada no último episódio da temporada. Aqui rola um pouco de decepção, já que o causador de tudo é um personagem secundário, que pouco apareceu na série, ao contrário das temporadas anteriores, onde o criminoso sempre era alguém de destaque.

Nota
★★★☆☆ - 3 - Bom


Veja mais sobre How to Get Away with Murder:
└ Análise da série How to Get Away with Murder (1ª temporada)
└ Análise da série How to Get Away with Murder (2ª temporada)
└ Análise da série How to Get Away with Murder (4ª temporada)
└ Análise da série How to Get Away with Murder (5ª temporada)