Apesar da Netflix ser hoje dona de La Casa de Papel, a série não surgiu como uma atração própria da plataforma de streaming. A série foi exibida originalmente pela emissora espanhola Antena 3, em 2017, contando com 15 episódios no total. Quando a Netflix comprou os direitos de exibição da série fora da Espanha, ela reeditou os episódios, transformando-os em 22 capítulos e dividindo-os em 2 partes.

Devido ao enorme sucesso da série em âmbito global, a Netflix comprou seus direitos e encomendou uma terceira parte (que em tese é a segunda temporada da série). Que tal conhecer 10 curiosidades sobre esse sucesso espanhol?

1. Inicialmente La Casa de Papel se chamaria "Los Desahuciados" (Os Desalojados em português) pelo fato dos membros da equipe comandada pelo Professor (Álvaro Morte) terem que abandonar suas casas para executar o ousado plano de assaltar a Casa da Moeda da Espanha. Durante a produção, o nome acabou mudando para "La Casa de Papel", uma clara referência ao local ocupado pelos assaltantes ao longo das partes 1 e 2.

2. O primeiro episódio de uma série sempre tem uma grande importância para o seu futuro, já que é a partir dele que o espectador vai decidir se continua ou não assistindo a atração. Até os produtores chegarem no resultado que conhecemos hoje, o episódio de estreia de La Casa de Papel teve 52 versões.

3. Em uma das primeiras cenas da série, vemos o Professor recrutando Tóquio (Úrsula Corberó) para participar do roubo. Apesar ser uma cena rápida na série, foram necessárias 5 horas para que ela fosse finalizada. É muito trabalho, não é mesmo?

4. A Casa da Moeda que vemos nas partes 1 e 2 na verdade não é a Casa da Moeda da Espanha. O prédio que aparece nas imagens é o do Conselho Superior de Investigação Científica (CSIC). Álex Pina, criador da série, explicou porque a equipe fez a mudança: "Por uma questão operacional. O edifício real da Casa da Moeda, por exemplo, está em uma via pública e estreita, que tornou muito difícil de filmar. Já o CSIC tem arquitetura semelhante e nos permitiu rodar em um espaço fechado para o tráfego, longe de tudo". O CSIC fica localizado em rua tranquila e é cercado por muros, o acesso é autorizado somente para pessoas identificadas. As gravações foram autorizadas pelo governo nos finais de semana. Na imagem abaixo, você confere o prédio real da Casa da Moeda espanhola:

5. As cenas internas da Casa da Moeda foram gravadas em estúdios e em locações espalhadas por Madri. Já o galpão onde o dinheiro é produzido na verdade se trata do local de impressão do jornal ABC da Espanha. As notas de Euro que vemos na série, inclusive, foram impressas em papel jornal.

6. A cor vermelha não está presente apenas nos trajes dos assaltantes, mas em diversos outros elementos e objetos, como é o caso do telefone utilizado para fazer as comunicações com o Professor.  De acordo com Migue Amoedo, diretor de fotografia, o vermelho traz força e intensidade, algo que o criador, Álex Pina, queria passar para o espectador.

7. O visual de Tóquio foi inspirado na personagem de Natalie Portman no filme francês O Profissional, de 1994. Em seu primeiro papel no cinema, Portman interpretou uma garota que se torna protegida de um assassino profissional e que deseja vingar a morte da família.

8. A música "Bella Ciao" acabou sendo uma das principais marcas de La Casa de Papel. O que muitos não sabem é que há muita história por trás dessa canção italiana, considerada como um símbolo da resistência. A música foi composta no século XIX, por camponesas do norte da Itália, que a cantavam durante o trabalho de colheita contra a opressão dos patrões. A mesma melodia foi utilizada durante a Primeira Guerra Mundial como uma forma de protesto ao conflito armado. Uma nova versão surgiu durante a Segunda Guerra Mundial, quando uma letra contra o fascismo do ditador Benito Mussolini se popularizou entre os italianos. Mundo afora, a música também ganhou muitas versões.

9. Na trama, Berlim (Pedro Alonso) sofre de uma doença chamada Miopatia de Helmer, um distúrbio genético que causa perda progressiva da força muscular. O nome vem da origem do problema: um mau funcionamento das mitocôndrias, responsáveis por fornecer energia para as células do corpo. Acontece que na realidade essa doença não existe. 

10. Com exceção do Professor, todos as demais pessoas que fazem parte do assalto são identificadas por nome de cidades. Na primeira versão da história, Oslo, Nairóbi e Moscou se chamariam Valência, Chernobyl e Camarões. A alteração, no entanto, não fez com que os nomes fossem descartados e eles acabaram tornando-se códigos para os planos do grupo.

Veja mais sobre La Casa de Papel:
└ Análise da série La Casa de Papel (Parte 1)
└ Análise da série La Casa de Papel (Parte 2)
└ Análise da série La Casa de Papel (Parte 3)